O que é o cinema se não um espreitar pelo “olho mágico” das nossas portas? Talvez tenhamos tido o nosso primeiro desejo erótico com um filme. Mas também viajámos através dele. E talvez tenha sido ele o impulso para partirmos à descoberta de novas culturas. Os nossos olhos, quando espreitam, vêm um outro que pode bem ser um reflexo nosso. Eis o poder do cinema: olhar para nos revermos. Essa tem sido a minha motivação para retornar vezes sem conta ao grande ecrã. O nome aqui escolhido deriva de um termo “voyeurista” ligado ao olhar às escondidas e que foi também um título icónico de Michael Powell. O objetivo é que a minha escrita consiga tentar ao máximo descrever o que o olho sente numa sala escura, onde a proteção desta gera eventualmente uma escrita desprotegida e pessoalizada.


A queda da Warner Bros.

Com “Digger”, de Alejandro González Iñárritu, e com um Tom Cruise que parecia talhado, ainda há umas semanas, para receber o tão elusivo Oscar e agora arrisca até perder a nomeação, a Warner Bros. enfrenta um dos piores anos da sua história — logo após ter tido um dos seus melhores. Uma prova da montanha-russa…


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