
Nos confins do Ártico, por vezes alguns vampiros centenários se encontram para discutir as narrativas humanas. Entre bravatas, absurdos, nonsense e provocações, contam histórias que poderiam não ter sido bem assim. O vampiro de Ellesmere tem Sherazade colada ao seu caixão, pois entendeu de há muito tempo, de forma dolorosa, o que segue: narrar para se manter vivo – afinal as palavras não sustentam apenas os humanos, mas qualquer forma de vida baseada em algum tipo de linguagem.
Cronicas de Ellesmere: “american psycho”, Scorsese e os “schmucks”
Sheila lembrava-se da pintura de Ellesmere feita durante a Revolução Francesa e, num fim de tarde sem sol no Ártico, ele parecia-lhe um jacobino insuflado discursando para o monástico Svalbard, que fumava seu cachimbo imaginário na grande sala de reuniões do castelo de Murckle. O vampiro de Wrangler pareceu ler os pensamentos dela e disse:…
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