Uma conversa com José Santiago.
Programar um Hitchcock, um Fellini ou um Bergman é “canja” (quer pela sua fama canónica ou já contemplado selo de clássico), espera-se sempre uma enxurrada de cinéfilos saudosos ou dos tais “verdinhos” a dar os primeiros passos e a cumprir a sua caminhada cinematográfica, expondo-a no Letterboxd em X passos, mas o desafio de um sala é realmente confiar sala confiar o seu cartaz a uma obra de série B ou(a) Z. Que escuridão traria uma decisão dessas? Contudo, os resultados têm desafiado a suposta lógica da popularidade e da eternização da série A, e José Santiago que o diga! Programador da iniciativa Passos no Escuro, no Passos Manuel, na cidade Invicta, apresenta, de quinze em quinze dias, cinema de género, de culto ou, nas suas próprias palavras, “a próxima redescoberta”. Foi de Lucio Fulci a Paul Verhoeven, encerrando esta segunda temporada no travestismo festivo de “The Rocky Horror Picture Show” (é preciso dizê-lo correctamente), numa sessão celebratória como tão poucas se fazem neste país. A conversa inicia-se nesses territórios, em jeito de “drag show”, passa pelos temas do momento (dos youtubers a invadirem Hollywood) e acaba por estacionar em irritações, “guilty pleasures” e traumas. Avisam-se os navegantes: há lobisomens ‘bombados’, Bad Bunny, Ana Malhoa entre nós e dildos de Amityville… Que salganhada! Palavras cruzadas, inesperadamente fora de contexto, a relegar este podcast para a sua própria liga. A série B, talvez?
Material de Apoio
Site oficial do Passos no Escuro: https://www.passosnoescuro.com/
Páginas das tais “folhas de sala” do Passos no Escuro: https://cinematograficamentefalando.com/passos-no-escuro/
Link da entrevista com Daniele Luchetti sobre o filme “Confidenza” / “Trust”: https://cinematograficamentefalando.com/2025/03/16/daniele-luchetti-cresci-com-um-cinema-em-que-era-preciso-discutir-para-completar-a-experiencia/
Polígrafo
A propósito de “Nightwatch”, protagonizado por Ewan McGregor, o realizador é Ole Bornedal, dinamarquês (e não norueguês). É verdade que o filme é um remake da sua obra homónima de 1994; no entanto, ao contrário do que foi referido, a versão norte-americana não é de 1994, mas sim de 1997. Como curiosidade, “Nightwatch” teve uma sequela em 2023, também realizada por Bornedal, intitulada “Nightwatch: Demons Are Forever”.
A comédia romântica protagonizada por Michelle Pfeiffer e Paul Rudd, cujo título português foi escolhido através de um passatempo, é “I Could Never Be Your Woman”, de Amy Heckerling. O título vencedor foi “Nem Contigo… Nem Sem Ti!”.

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