Uma conversa com Luís Mendonça.

“Então, o que é isso mesmo?”, pergunta o caro convidado. “Diria que é um podcast a tentar regredir, a chegar às suas bases espontâneas… aliás, amadoras.” Esta última palavra ressoa como estardalhaço nos ouvidos do crítico, programador e professor Luís Mendonça. “Amador”, e todas as suas variações, são-lhe queridas, mas não revelamos ainda o porquê. Acrescento: foi numa manhã de segunda-feira, cinzenta, com ameaços constantes de chuva. O cofundador do site de cinefilia “À Pala de Walsh” abriu as “portas” da Cinemateca e, após alguma procura por um espaço que pudéssemos estar no sossego dos deuses, demos de caras com o seu escritório, sob a bênção de um gigantesco cartaz de “As Vinhas da Ira”, de John Ford, pendurado na parede. “Tenho algo para ti”, riposto. “Gostaria de falar contigo sobre um filme específico, do qual tenho a certeza absoluta de estares familiarizado.” “O quê?”, pergunta Mendonça. Abro o bloco de notas; o título não é, de todo, fácil e, como se estivesse a articular a palavra impossível popularizada por Mary Poppins, em alto e bom som, arrisco: SymbiopsychotaxiplasmTake One. Os seus olhos brilham. “Não sabia que William Greaves seria um thing neste nosso encontro!

Material de Apoio

Livro “Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós-Guerra” da autoria de Luís Mendonça 

A mencionada crítica a “Marty Supreme” de Josh Safdie, aqui. 

“Polígrafo”

Confirma-se! O actor de “Je m’appelle Hmmm…”Douglas Gordon é um dos realizadores do documentário “Zidane, un portrait du 21e siècle

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