Uma conversa com Frederico Corado
Talvez possamos considerar uma das melhores aberturas do cinema português: um comboio negro avança pela paisagem verde, deixando para trás uma corrente de fumo cinzento até à chegada à estação. Um paraíso rapidamente empestado por essa névoa de repressão e austeridade, quando António, ainda criança, é levado pelo destino que lhe traçaram, o de entrar para o seminário e cumprir os trilhos impostos de um “prestigiado” padre. O livro de Vergílio Ferreira encontrou nas mãos de Lauro António uma capacidade visual, uma força cénica e um entranhado sentimento de um país culposo, ainda embutido no obscurantismo. António, o outro, o homem por detrás das câmaras, não foi apenas um realizador, foi uma figura proeminente e reconhecida do cinema neste país. Contudo, a conversa haveria inevitavelmente de cair sobre esse legado, até porque Frederico Corado, detentor de diversos ofícios (tal pai, tal filho!), não poderia escapar à armadilha da sua génese. E assim foi … na Casa do Artista, entre salas de memórias e acervos, cumprimos uma conversa sobre um homem, ou melhor, sobre homens, essa conexão, a homenagem e aquilo que deixamos para o futuro com os abraços do passado. “Manhã Submersa”, é verdade, o livro, o filme, uma parte da História do Cinema Português… esperemos, então, pelo restauro!
Material de Apoio
Fiquem com alguns filmes publicitários protagonizados pelo meu convidado:
https://www.youtube.com/watch?v=Wh6MFRS81sI
https://www.youtube.com/watch?v=jaO2d9ObAfc
https://www.youtube.com/watch?v=cLvoEwrNyjU
A conta de Instagram da Casa das Imagens Lauro António, em Setúbal: https://www.instagram.com/casadasimagenslauroantonio/
“Telefona-me!”, a mencionada curta-metragem de Frederico Corado: https://www.youtube.com/watch?v=qHSd_4iRiBk
A Campanha de crowdfunding para o documentário “Citizen Jones”: https://ppl.pt/prj/citizen-jones
Alguns (tele)filmes de Lauro António disponíveis na RTP Arquivo:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casino-oceano-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/mae-genoveva-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/a-bela-e-a-rosa-parte-i/
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/paisagem-sem-barcos-parte-i/
“Polígrafo”
As “brancas” contra-atacam, o filme realizado por Max Minghella, filho do saudoso Anthony Minghella, com Kate Hudson e Elizabeth Berkley é “Shell”. Como anexo fica o texto crítico: https://cinematograficamentefalando.com/2025/10/23/a-substancia/

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