Não foi a primeira, nem a segunda, nem sequer a terceira realizadora de cinema, foi sim, a revelação que muitos obtiveram de que o cinema também poderia albergar mulheres na cadeira autoral, isso, graças à nomeação ao Óscar (a primeira nesse sentido), que por si foi chamativo a quem não prestava atenção alguma neste ramo. Tal como indicou Quentin Tarantino, “a primeira realizadora que conheceu pelo nome”, Lina Wertmuller (1928 – 2021) não deverá ser reconhecida como uma meta de género, antes disso, através do talento que nos presenteou. Há dúvidas? Olhamos para o seu elogiado trabalho com o seu habitual cúmplice Giancarlo Giannini – “Seven Beauties” (Pasqualino Settebellezze) – ou amorosamente explosivo e expressivo de “Love and Anarchy” (Film d’amore e d’anarchia, ovvero ‘stamattina alle 10 in via dei Fiori nella nota casa di tolleranza…’) como as primeiras provas, o resto vem com a (re)descoberta. 

Com isto, salientando que o importante não são aa causas atingidas, as bandeiras ostentadas, mas recordar Lina (espero que não importes que te tratam pelo primeiro nome) como uma peça fundamental nesta roda de vida “capturada” que se dá pela designação de Cinema, é o mínimo que podemos fazer por ela.

Love and Anarchy / Film d’amore e d’anarchia, ovvero ‘stamattina alle 10 in via dei Fiori nella nota casa di tolleranza…’ (1973)

Lina Wertmuller na rodagem de The Basilisks / I Basilischi (1963)

Lina Wertmuller e o ator Giancarlo Giannini na rodagem de Seven Beauties / Pasqualino Settebellezze (1975)

Blood Feud / Fatto di sangue fra due uomini per causa di una vedova. Si sospettano moventi politici (1978)

Lina Wertmuller com os atores Giancarlo Giannini e Mariangela Melato na rodagem de Swept Away / Travolti da un insolito destino nell’azzurro mare d’agosto (1974)

Deixe um comentário

Outras leituras